sábado, 24 de outubro de 2009

Jimmy Woo









Um incursão no mundo da noite turística e electro da Amesterdão. Uma discoteca fina com uma cave cheia de lâmpadas, DJs electro brasileiros, o Siim e a amiga fufa que afinal gostava de homens africanos. E pizza no fim! Uma grande noite!


21! Fuck!... tempo para balanços

Faz amanhã 2 meses que aqui vivo, que estranho. Ontem à noite quando estava a comer uma pizza às 4 da manhã com o Siim num restaurante do Médio Oriente depois de uma noite a dançar, olhei em volta e reparei que estava em Amsterdão! As ruas cheias de turistas bêbados, vómito e animação. Continua a ser esquisito, sempre que paro para pensar e olho em volta, o choque da consciência atinge-me e compreendo que já não estou em Portugal rodeado da minha pequena família de relações (pequena aqui não pretende ser pejorativo, antes pelo contrário). Ainda é difícil para mim conceber onde e como vivo, a consciência comigo funciona por marés. Estes dois meses passaram a correr (acho que é o cliché da experiência humana), mas só de certo modo porque por outro parece que vivo aqui desde sempre (outro cliché). Mas o meu cérebro ainda tem muito a que se ajustar: todas as noites os meus sonhos combatem as evidências físicas e levam-me de volta para Portugal, causando em mim aquele pânico de quem não sabe onde está e acorda num lugar estranho. Um outro ajuste ainda necessário é a minha idade, se a transição dos 19 para os 20 me custou (em parte devido à traumática celebração ou falta dela, funeral melhor dizendo, funeral de muito daquilo que gostava), os 21 então ficaram congelados, o que contribui ainda mais para o meu sentimento de certa inadaptação (relativa entenda-se) num mundo de estudantes nos seus vinte e tantos. Mas falemos da minha vida, da minha vida em Amesterdão (still weird to say). Apesar de eu ainda não lhe saber dar o devido valor o meu mestrado tem me ajudado, porque a verdade é que os tempos mortos e ligeiro aborrecimento do meu estágio com as minhocas me tem dado o tempo necessário para digerir todas as mudanças ao meu ritmo, para além de que é agradável pela primeira vez estar a aprender por minha iniciativa e não pela pressão de trabalhos e exames. Mas está mais que visto que as minhas amizades não vão passar especialmente pelo local de trabalho, lá cada um está interessado apenas no seu trabalho, e não sendo propriamente antipáticos o diálogo não vai muito mais além das cordialidades anexas a um ambiente de trabalho. A verdade é que não é propriamente fácil fazer amizades aqui, conhecer pessoas sim, como estamos todos em circunstâncias semelhantes toda a gente quer conhecer toda a gente. Mas os contactos não se mantêm muito para além da duração da festa. Já conheci muita gente mas as pessoas tendem a ser excessivamente entusiastas inicialmente e trocam-se números de telefone e promessas de cafés e de viagens conjuntas, mas parece que apenas eu na minha ingenuidade de recém-21 anos levo essas promessas em conta. À excepção dos meus vizinhos de andar, com quem vou mantendo um contacto relativamente constante à conta das festas e outras actividades, perdi o contacto das muitas outras pessoas que fui conhecendo ao longo destes dois meses. Mais um conceito estranho ao qual terei de me habituar. Amizades, amizades não sei, sinto que tenho amigos em Maastricht, mas aqui não sei, a minha companheira de paródia americana não é propriamente minha amiga é amiga do mundo e o meu colega de casa, bem esse talvez já possa considerar meu amigo daquela maneira esquisita que eu ainda não sei bem definir em que um rapaz hetero desconhecedor do mundo e um rapaz gay desconhecedor de rapazes hetero convivem pacifica e confortavelmente. Ele hoje disse a coisa mais engraçada: acho que devíamos continuar a viver juntos para o ano “it´s OK to live with you”, na altura ri-me porque se era um elogio estava muito mal feito, mas agora vejo que se calhar até tem gostado de conviver comigo ou pelo menos que não se tem importado.

Bday






Eis algumas fotos da bela noite do meu aniversário. Por favor não me perguntem pela parte final da noite porque não me lembro, nem me quero lembrar. Mas gostei muito da parte de que me lembro.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Perdoem-me a cromiçe mas é bonito...

Gay Borrel



Pois é, André Marques ganhou coragem (produto leguminoso vermelho) e foi ao borrel, que é como quem diz "festa de copos", organizado pela associação gay da faculdade, UvA Pride. E ainda bem que ele foi, pois para sua surpresa e contra tudo o que seria de esperar o André conseguiu socializar e acabou por conhecer muitas pessoas.
E agora que já sou parte da associação estou encarregue de fazer o cartaz para as próximas actividades (aceitam-se sugestões!). Ainda bem que finalmente vou conseguindo "break out of my shell" ainda que com pequenas coisas. Enfim, tentei procurar fotos boas mas eles só publicaram as distorcidas (vá-se lá saber porquê!), mas sim eu estou ali ao lado do menino de vermelho (Carlos) :P

domingo, 4 de outubro de 2009

Passado e Presente

A sombra dos caminhos que já trilhamos e que não queremos pisar de novo.
A luz que se expande e reflecte pelas paredes que erguemos,
as sombras dançam e nós vivemos,
fazemos de nós um ponto na estrada que criámos e rolamos.
Tudo o que vemos são os reflexos da pouca luz que permitimos trespassar os muros da cegueira.
Projecção intangível do que dentro de nós de fecha.
Não há chave...
Terás de rolar até esbarrares com as amarras
e quando não conseguires rolar mais,
quando as sombras cessarem vais, talvez, implodir e, se algo restar,
andar...

30/11/2008