terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
"Não, obrigado"
Pela primeira vez na minha vida posso dizer "Não, obrigado", não quero mais nada. Aquela ânsia e angústia que me acompanharam toda a vida desapareceram sem eu dar por isso. E desenganem-se aqueles que pensam que se trata do mero resultado de algum estado de espírito mais ou menos cor-de-rosa e ilusório. Foi o resultado de um longo processo. Não consigo pensar em nada mais que deseje neste momento, tenho, consegui tudo o que necessito para viver neste momento. Não falo aqui de pores-do-sol, nem horizontes, nem felicidades eternas cinematográficas, mas deste exacto segundo, neste preciso momento "não quero mais nada, obrigado". Amanhã, quem sabe? Mas nestes segundos deixo-me invadir pelo sentimento: não é êxtase, nem felicidade de subir montanhas, é tão simplesmente uma calma profunda, paz de espírito alguns chamar-lhe-ão (eu odeio essa expressão, não sofri uma lobotomia). Eu chamo-lhe segurança, segurança de saber que com mais ou menos lágrimas fui fazendo as escolhas certas para chegar ao dia de hoje.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Yellow Bricks

Os caminhos que escolhemos,
as lutas que nos impomos,
os sentimentos de que nos convencemos.
As particularidades de ser errante e vago,
de não saber o que quero,
de ir inventando à medida que avanço para onde quer que seja,
e ir construindo o meu horizonte.
Não sigo o caminho que quero,
pois tal não existe.
Sigo o trilho do que pensei querer
e a ele me submeti.
Agora é impossível recuar,
resta-me acreditar que esse é o caminho dos tijolos amarelos,
aqueles que conduzem aonde queremos,
porque se não for terei de os pintar.

