domingo, 27 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Winter is here...






Afinal gosto de neve, principalmente vista de dentro com um chá bem quente.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

And the Oscar goes to...

Eu sei que crítica de cinema não é um aspecto particular de Amesterdão, mas filmes estão em todo lado e este filme ficou-me na cabeça. Para além disso escrever esta crítica e filosofar um pouco é bem capaz de me fazer evitar bater com a cabeça na parede.



O filme chama-se "The Soloist", não será certamente o filme do século mas ficou preso nos meus pensamentos. O Jamie Foxx está tão extraordinário que nem sequer o reconheci nos primeiros instantes e os temas abordados são da maior importância nos dias de hoje. O conceito do "sonho americano" no qual todos os seres humanos pertencem a uma casa com jardim, um Golden Retriever que brinca com as crianças e amor para toda a eternidade. São estes conceitos que destroem as pessoas à partida ao fazer-nos crer que todos o devemos almejar. O pensamento de que aquilo que é bom para nós tem de ser necessariamente bom para os outros. O que funciona para ti não tem de funcionar para mim. E apesar de muita gente se rever nesse sonho, ele não funciona para todos, e não há nada de errado com essas pessoas. Porque que é que o talento de alguém apenas merece crédito se for aplaudido? Porque é que alguém se sente completo a tocar piano na rua deve ser visto com piores olhos do que aquele que recebe o aplauso de uma plateia?Revolta-me o espírito pseudo-caridoso daqueles que não podendo consertar-se a si mesmo tentam "ajudar" os outros mesmo contra a sua vontade. Será ajudar prender alguém a algo que lhe é estranho só porque condiz mais com esses parâmetros do que consideramos a "normalidade". Ou será ajudar simplesmente estar lá e ouvir o que as pessoas realmente nos têm para dizer em vez de lhes tentarmos impingir qualquer conceito de felicidade que também a nós foi impingido. O Jamie Foxx é um músico que desistiu de Juliard porque não aguentava a pressão ou simplesmente porque não pertencia àquele lugar. E se esse músico se sente realizado ao dar vida às ruas de L.A. com a sua música, porquê força-lo a viver numa casa que ele não deseja e a um estrelato que não suporta. As pessoas não são patologias à espera de serem catalogadas, não há catálogos que cheguem, nem comprimidos que curem todas as pessoas. Diagnóstico, medicação, cura, "normalidade".

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bruxelas






Depois de dois meses em Amesterdão, mesmo com uma boa dose de actividades "extracurriculares" à mistura, é impossível não cair na rotina de casa trabalho, casa compras, e compras natação e até as saídas à noite se tornam mais uma rotina. Por isso fiquei radiante quando o David e a Patrícia me convidaram para ir passar o fim de semana fora. O plano original era ir de carro a Praga, mas com uma desistência à partida (o meu colega de quarto, para não mencionar) tivemos de mudar rapidamente de planos, ainda tentámos Berlim mas tornou-se óbvio que qualquer dos meios de transporte era demasiado caro para apenas 3 pessoas. Bruxelas então! Havia uma feira de Inverno e tudo!
E portanto foi com bastante gosto que meti o dia de folga e aí fomos nós, apesar de quase termos perdido o comboio. Bruxelas com certeza não é nenhuma das 7 maravilhas do mundo, nem tenho a certeza se entrava no top200. É uma cidade escura (a chuva constante não ajudou a contrariar este sentimento), com um ar mais degradado que qualquer cidade na Holanda, mas com um certo charme mais francófono que não se vê por estas terras. Outra coisa que já não via há muito tempo era um rua a subir! Foi bom sair da monotonia da plana da Holanda.
E assim passámos o nosso fim-de-semana a andar por Bruxelas, a vaguear pelo centro e a visitar os principais monumentos. O centro é bonito, a Grand'Place apesar de não ser nada do outro mundo impressiona pela arquitectura ajudada pelas decorações de Natal. Chocolate, Bruxelas é feita de chocolate e cerveja, em cada esquina há uma loja de chocolate e há sempre alguém que te oferece uma amostra. As esquinas que não têm lojas de chocolate têm bares, devemos ter percorrido todos os bares do centro de Bruxelas e provado dezenas de cervejas. Para quem gosta de noites calmas e agradáveis num bar, a beber cerveja e a conversar com amigos Bruxelas é o local ideal. Principalmente a agradável (e pequena) rua gay, que não tem o peso dos sítios de engate, mas é um conjunto de pequenos bares onde as pessoas efectivamente conversam e convivem. Waffles, outra coisa que há em todas as ruas de Bruxelas. Tanta porcaria que comi nestes 3 dias.
A feira de Inverno não era nada de especial, simpática pela beleza das luzes e espírito natalício. As barracas que vendiam vinho quente e outras iguarias fechavam cedo. Mas andámos na roda gigante! E ainda fomos visitar o "Atomium" uma estrutura já com meio século mas que ainda impressiona, uma cromiçe que vale a pena ver! E os jantares que fizemos foram óptimos também (já me ia esquecendo): na primeira noite encontrámos um restaurante espanhol com tapas deliciosas e na segunda comemos noodles artesanais (escrever isto está-me a dar fome), tigelas enormes com massas que fugiam e nos faziam querer usar babete!
Bruxelas pode não ser o melhor sitio do mundo para visitar mas este fim-de-semana foi tudo aquilo que eu precisava. Voltar a casa é bom, mas o sentimento de domingo à tarde apaga por momentos os bons tempos que se viveu e traz de novo as nuvens, aquelas que sobrevoam a minha cabeça.