quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Anda a viajar pela estratosfera holandesa




Talvez tenha descoberto o pote de ouro, aquele que existe no fim dos arco-íris...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Yellow Bricks


Os caminhos que escolhemos,

as lutas que nos impomos,

os sentimentos de que nos convencemos.

As particularidades de ser errante e vago,

de não saber o que quero,

de ir inventando à medida que avanço para onde quer que seja,

e ir construindo o meu horizonte.

Não sigo o caminho que quero,

pois tal não existe.

Sigo o trilho do que pensei querer

e a ele me submeti.

Agora é impossível recuar,

resta-me acreditar que esse é o caminho dos tijolos amarelos,

aqueles que conduzem aonde queremos,

porque se não for terei de os pintar.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aprender a (con)viver com a Física...

I dunno my address

Sei que devo estar aqui, que é o melhor para mim, mas nem sempre quero o que é melhor para mim. Quero o fácil, anseio pelo fácil. Quero ser o melhor cientista do mundo mas não quero ter trabalho, quero amor mas não quero lutar por ninguém, quero ser independente mas prefiro que as pessoas façam as coisas por mim. O meu cérebro tornou-se numa lista de coisas a fazer.

domingo, 27 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Winter is here...






Afinal gosto de neve, principalmente vista de dentro com um chá bem quente.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

And the Oscar goes to...

Eu sei que crítica de cinema não é um aspecto particular de Amesterdão, mas filmes estão em todo lado e este filme ficou-me na cabeça. Para além disso escrever esta crítica e filosofar um pouco é bem capaz de me fazer evitar bater com a cabeça na parede.



O filme chama-se "The Soloist", não será certamente o filme do século mas ficou preso nos meus pensamentos. O Jamie Foxx está tão extraordinário que nem sequer o reconheci nos primeiros instantes e os temas abordados são da maior importância nos dias de hoje. O conceito do "sonho americano" no qual todos os seres humanos pertencem a uma casa com jardim, um Golden Retriever que brinca com as crianças e amor para toda a eternidade. São estes conceitos que destroem as pessoas à partida ao fazer-nos crer que todos o devemos almejar. O pensamento de que aquilo que é bom para nós tem de ser necessariamente bom para os outros. O que funciona para ti não tem de funcionar para mim. E apesar de muita gente se rever nesse sonho, ele não funciona para todos, e não há nada de errado com essas pessoas. Porque que é que o talento de alguém apenas merece crédito se for aplaudido? Porque é que alguém se sente completo a tocar piano na rua deve ser visto com piores olhos do que aquele que recebe o aplauso de uma plateia?Revolta-me o espírito pseudo-caridoso daqueles que não podendo consertar-se a si mesmo tentam "ajudar" os outros mesmo contra a sua vontade. Será ajudar prender alguém a algo que lhe é estranho só porque condiz mais com esses parâmetros do que consideramos a "normalidade". Ou será ajudar simplesmente estar lá e ouvir o que as pessoas realmente nos têm para dizer em vez de lhes tentarmos impingir qualquer conceito de felicidade que também a nós foi impingido. O Jamie Foxx é um músico que desistiu de Juliard porque não aguentava a pressão ou simplesmente porque não pertencia àquele lugar. E se esse músico se sente realizado ao dar vida às ruas de L.A. com a sua música, porquê força-lo a viver numa casa que ele não deseja e a um estrelato que não suporta. As pessoas não são patologias à espera de serem catalogadas, não há catálogos que cheguem, nem comprimidos que curem todas as pessoas. Diagnóstico, medicação, cura, "normalidade".